segunda-feira, 30 de julho de 2018

Alimentação saudavel

Agrotóxicos são substâncias químicas usadas na agricultura para manter larvas e outras pragas longe das colheitas. O Brasil é um dos países que mais usam agrotóxicos nas plantações e cultivo do que servimos à mesa.
Cerca de 50% dos pesticidas usados aqui são proibidos na Europa, EUA, Canadá e Austrália por serem comprovadamente cancerígenos e causarem outros malefícios à saúde quando se acumulam em nosso organismo.
Afinal, o agro é tech, o agro é pop, o agro é tudo, só não é isento de veneno; e para nos alimentarmos sem o risco de sermos contaminados, não basta apenas lavar em água corrente. Para tirar agrotóxicos de frutas, legumes e verdura é preciso fazer mais, muito mais.
Uma dica boa e barata é usar bicarbonato de sódio: em um recipiente fundo, acrescente uma colher de chá de bicarbonato de sódio para cada litro d'água, deixe frutas, legumes ou verduras submersas nessa mistura por 15 minutos e depois enxague bem.
O mesmo pode ser feito substituindo o bicarbonato de sódio pelo vinagre. Para cada xícara de vinagre, acrescente duas de água e deixe agindo no alimento de 15 a 30 minutos. Depois enxague bem.
Os dois procedimentos podem ser feitos no mesmo alimento, mas nunca misture o bicarbonato de sódio com o vinagre, pois, juntos, um tira o efeito do outro. Além disso, não higienize os alimentos antes de guardá-los, mas apenas momentos antes de consumi-los.
Também é extremamente desaconselhável usar água sanitária para eliminar os agrotóxicos no que comemos. A ingestão desse produto é tão prejudicial à saúde quanto os próprios pesticidas.
Vale lembrar que tirar as primeiras folhas dos pés das verduras ajuda. Observar se o ''cabinho'' está com fuligem branca também, isso indica alta concentração de agrotóxicos.
Algumas frutas e legume a gente come sem casca, mesmo, mas outras não. Uma dica é lavá-las com uma buchinha vegetal. Pode usar misturinha de suco de limão com vinagre para encorpar a higienização.
Mesmo com tanto cuidado, uma pesquisa da Fiocruz estima que o brasileiro consome, em média, sete litros de agrotóxico por ano. O melhor mesmo seria se só nos alimentássemos de produtos orgânicos, que não passaram nem perto por substâncias químicas mortais. Mas sabemos que não é a realidade da mesa da maioria da população.
A agricultura familiar é uma saída. Procure saber onde há produtores e vendedores livres de agrotóxicos mais próximos de sua residência.
Aqui há uma lista de todas as feiras orgânicas da cidade: https://feirasorganicas.org.br/
Fonte: Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Desenvolvimento da criança: dos 2 aos 3 anos

Começa a temida etapa dos 2 anos onde a criança quer reafirmar a sua independência. Não irá parar durante o dia! A criança experimenta grandes mudanças intelectuais, emocionais e sociais que a ajudarão a explorar e a perceber o seu novo mundo. Será um período emocionante para pais e filhos.
Desenvolvimento sensorial, cognitivo e motor
Neste período a criança irá aprender a utilizar adequadamente os seus sentidos, que a acompanham em todas as suas aventuras, na nora de explorar o mundo que a rodeia. Isso irá permitir-lhe assimilar e perceber a informação que capta pelos seus sentidos, como diferenciar temperaturas, saber se faz frio ou calor. Perceberá novas dimensões como o afecto ou o amor.
No percorrer deste ano vai construindo o seu pensamento através das suas acções e interacções; realiza imagens mentais com toda essa informação e vai avançando na expressão oral para contar as suas experiências.
O seu desenvolvimento cognoscitivo não é linear, sabe que tem que acabar uma etapa para passar a outra e começa a ter consciência de que as pessoas e as coisas não desaparecem; começa a gerar ideias sobre elas e a associá-las entre si. O seu filho será muito curioso, perguntando sempre o porquê das coisas. Começa a jogar com a imaginação. Classifica os objectos pela sua cor e pelas suas formas.
Nesta idade a criança tem maior destreza física em geral, já se coloca em pé momentaneamente e caminha sozinha. Consegue maior capacidade de resposta nos seus movimentos: caminha para trás, corre com facilidade, agarra bolas com os braços esticados, sobe escadas de três em três sem ajuda, salta energeticamente com os pés juntos, baixa-se, alimenta-se por si só … Mostra muito interesse por jogar a jogos de movimentos, como subir para um triciclo e pedalar com grande destreza.
Nestes meses vêem-se tantas alterações na criança porque o cérebro cresce mais rapidamente durante os primeiros três anos de vida. Cada criança é única e diferente, cada uma aprende ao seu ritmo, umas mais rápido que outras. Muitas têm problemas perante alterações repentinas e há que dar-lhes tempo para se adaptarem às novas pessoas e lugares. Falar com o seu filho sempre, inclusivo mesmo antes de a criança começar a falar, ajudará na sua aprendizagem.
Uma boa ideia é incentivar a criança quando quiser aprender alguma coisa, emocionar-se quando esta realizar acções por si só, etc. Tudo isto fará com que a criança se sinta bem e irá estimulá-la a continuar a aprender enquanto brinca.
Aquisição da linguagem
Por volta dos três anos a sua linguagem oral permite-lhe falar com os outros com bastante seriedade. Desde que aprende a falar irá fazê-lo a toda a hora, continuamente, mesmo que ninguém a escute. A criança irá exigir a atenção dos outros enquanto fala, especialmente dos seus pais; para além disso ficará chateada se você não a atender, já que se sente bastante bem com aquilo que diz.
É um período muito sensível para a comunicação verbal, a criança incorpora as palavras que vai aprendendo nos seus jogos; o mesmo jogo converte-se em palavras. Limita-se a ouvir e a imitar para enriquecer o seu vocabulário. Responde a pequenas perguntas, coloca nomes nos membros da família. Gosta de brincar com o telefone e de inventar uma conversa com alguém que supõe que está do outro lado do telefone.
A cada mês incorpora entre 6 a 10 palavras no seu vocabulário e já diz o seu nome se lhe pedirem.
A melhor maneira para fomentar a sua comunicação verbal é ouvir com carinho as suas perguntas e responder às mesmas com respostas claras e adequadas à sua capacidade de compreensão para que assim desenvolva a sua inteligência. Nesta etapa o desenvolvimento da linguagem e o cognitivo estão muito ligados.
Modos de interagir
A criança precisa de ampliar o seu mundo social, aparte de relacionar-se com os seus pais ou irmãos; precisa de contactar com outras crianças: da escola, do parque, vizinhos, etc. Com este interagir, a criança começa a tornar-se um ser social que compartilha e respeita as normas dos jogos.
Nestas idades a criança pode mostrar-se chateada e pode recorrer a birras para conseguir aquilo que quer: a paciência é o maior aliado dos pais. Quer sentir-se independente e pensa que é ela que manda e quem toma as decisões. Por isso é bom que lhe dê um certo espaço e margem para que tome alguma decisão, claro que dentro das normas e limites dos pais.
As normas orientarão as suas acções, irão dar-lhe segurança e a oportunidade de desenvolver a pouco e pouco os critérios de valor, o que está bem e o que está mal. Este período requer uma atitude muito carinhosa, mas firme ao mesmo tempo.
O jogo proporciona à criança a capacidade de tomar as suas próprias decisões, como as de planificação e de construção onde acaba por desenvolver a sua criatividade, onde experimenta a sensação de domínio.
Inapetência perante os alimentos
Neste período podem surgir certas dificuldades na hora das refeições. É muito importante que a criança veja que à sua volta se segue uma alimentação saudável e equilibrada. Para além disso, é fundamental que o seu filho não perceba que algum membro da família recusa um determinado tipo de alimento – como os vegetais – já que isto provocará na criança condutas caprichosas e pode com que ela recuse também esse alimento.
Por outro lado, também há que ter em conta as influências externas que podem derivar numa má alimentação para a criança. Os amigos, os vizinhos, os familiares … podem dar-lhe, sem uma má intenção, chupas, gelados ou doces industriais.  
A inapetência infantil é uma das maiores preocupações dos pais; não é sinónimo de doença e desaparece. É normal se o seu filho recusa comer, pois tem um apetite adequado à sua idade e ao seu crescimento. Durante estas idades a criança ganha 2 a 3 quilos, este ritmo de crescimento é apenas 20% do que tem no seu primeiro ano de vida. Como consequência tem menos apetite e requerimento nutritivo.
Para além disso, a criança está mais interessada em conhecer o mundo que em alimentar-se. Foçando a criança a comer apenas conseguirá que as refeições sejam uma acto incomodo para ela.
Tipos de inapetência:
- Falsa inapetência: quando a criança come entre horas alimentos como doces, guloseimas, grande quantidade de leite e recusa as verduras.
- Verdadeira inapetência: quando a criança se encontra abaixo do peso habitual para a sua idade, sem energia ou cansada. Assim, esta situação implica recorrer a um pediatra para realizar um diagnóstico e para iniciar um tratamento o quanto antes para que a criança recupere o seu peso.
Fonte: www.todopapas.com.pt/criancas/desenvolvimento-infantil/desenvolvimento-da-crianca-dos-2-aos-3-anos-1848

quarta-feira, 23 de maio de 2018

DICAS DE UM PEDIATRA - ATUALIZADO




Ao observar algumas condutas absurdas no dia-a-dia da Pediatria, cometida pelos próprios pediatras e reforçados pelo senso comum, alguns esclarecimentos se fazem necessários:
- Desconfie de quem pede muitos exames e prescreve para o seu filho muitos medicamentos; se o médico o examina por completo e fala que "é só uma virose", acredite: é só uma virose, o que não quer dizer que ela não possa progredir, por isso essa nossa obrigação de pedir pra criança voltar a cada 48h para reavaliação (nem sempre isso é adotado por quem "não assume " o paciente).
- Não existe "começo ou princípio " de pneumonia, ou é pneumonia (que nem sempre significa internação) ou não é. Pneumonia, na maioria das vezes, o estado geral da criança fica comprometido, ela fica prostrada, às vezes pálida, gemente e com mal estado geral, pois trata-se de doença grave.
- Crianças menores de 3 anos raramente terão amigdalite bacteriana, daquelas que precisam de antibiótico (Benzetacil, Amoxicilina etc.). menores de 2 anos, então, é muito mais rara, e, infecção amigdaliana viral também pode dar "pus na garganta ", dor ao engolir e febre. mais uma vez desconfie se prescreveram antibiótico logo de cara "porque a garganta está vermelhinha";
- Muitas vezes há coincidência na melhora da criança e a introdução do antibiótico porque as infecções virais são auto-limitadas, ou seja, vão melhorar com ou sem a medicação e a prescrição equivocada de antibióticos é uma das principais causas da resistência bacteriana de hoje em dia;
- Sinusite em criança pequena é mais rara porque os seios da face ainda não estão aerados e em crianças maiores, 95% das sinusites são virais e duram menos de 10 dias. não adianta ir a cada 2 dias no PS porque a tosse não passou e continuar sem lavar o nariz da criança. SIM, lavar o nariz e inalar com Soro Fisiológico 0,9% é mais eficaz do que qualquer "xarope pra tosse" e isentos de riscos. Os resfriados podem ser prolongados, tenha paciência!
- Radiografias emitem radiação. radiação se acumula no organismo e não "vai embora". adivinha o que excesso de radiação causa no organismo? Bem, seria uma carga alta de radiação numa superfície corporal pequena(obviamente em alguns casos elas são necessárias), isso pode ser muito danoso para a medula óssea no futuro (leucemia, anemia aplásica, etc). Antes que o médico peça um RX se assegure que a criança tenha sido bem examinada e questione a real necessidade.
- Nem toda queda que bate a cabeça precisa de Tomografia de Crânio nem radiografia. mais uma vez lembrem da radiação, que no caso da Tomografia a radiação é bem maior que no RX, porém, em alguns casos, no entanto, a Tomografia é necessária e precisa ser feita considerando o risco benefício versus malefício). Portanto não pressione o Pediatra a pedir uma tomo só pra deixar VOCÊ mais tranquilo.
- O Hemograma não "diz" o que seu filho tem, ele no máximo dá uma dica. na maioria dos casos é desnecessário e só traumatiza a criança.
- Febre NÃO é, NUNCA foi e NUNCA será emergência, independente do pico, a não ser que a criança já esteja convulsionando,e aquele que for ter convulsão a terá mesmo em temperaturas não tão altas ( a convulsão NÃO depende do grau da temperatura); se preocupe mais com o estado geral da criança.
- Não existe febre alta do dente. o que acontece é que a erupção dentária coincide com o aparecimento dos primeiros resfriados e infecções virais; pode ocorrer uma leve alteração de temperatura pela inflamação local principalmente após um ano de idade quando surgir os pré-molares.
- NÃO SE DEVE BAIXAR A TEMPERATURA DA CRIANÇA COM ÁLCOOL OU COM BANHO FRIO. A hipotermia súbita pode ser danosa para o organismo e pode diminuir a oxigenação para órgãos importantes, além de ser traumático para a criança.
- Febre em recém-nascido SEMPRE deve ser encarado como uma urgência; de 0-3 meses a atenção pra febre deve ser redobrada, pelo risco de doenças mais graves e pela falta de imunidade eficiente nessa faixa etária;
- Seu bebê de 3 meses NÃO tem infecção no ouvido só porque chorou e POR ACASO relou a mão na orelha... nessa idade eles não conseguem localizar a dor; não fique apertando a orelhinha pois somente isso já provoca dor.
- Crianças não devem ficar empacotadas no calor. tá quente pra você? pra ela também. com o frio é a mesma coisa. evite o superaquecimento principalmente nos bebezicos, isso faz com que eles desidratem rapidinho!
- Se a criança tá ganhando peso não há necessidade NENHUMA de complementar as mamadas com fórmula. se você tem leite o suficiente e o bebê mama bem no peito, considere isso uma dádiva e não estrague tudo porque sua vizinha/mãe/avó/comadre falou que é bom. se o bebê tá no peito ou tomando fórmula até os 6 meses não precisa de água, suco ou outro líquido pra ingerir.
- Mucilom e outros farináceos não fazem nada além de inchar seu filho. é o primeiro passo pra uma obesidade futura.
Em TODA consulta de Puericultura o Pediatra DEVE pesar e medir seu filho, além de colocar na curva de crescimento. Exija isso dele.
- Exija que o médico do Pronto Socorro examine completamente o seu filho, retirando toda a roupa para examinar é só peça exames complementares (sangue, urina, RX) como complemento de seu raciocínio diagnóstico, SE houver necessidade, ou seja , se ele ainda tem dúvidas e precisa esclarecer através de exames.
- A regurgitação do refluxo fisiológico é normal e vai melhorando até os 4-6 meses. se o bebê ganha peso, não é irritado e mama bem, não há motivo de tomar medicação. mesma coisa quanto às cólicas e o crescimento dos dentinhos. são processos naturais que acontecem em todos os bebês.
- Leite de vaca (caixinha, Leite em pó,etc) NÃO deve ser dado a crianças menores de 1 ano, . faz um mal tremendo e pode ter repercussões na saúde do seu pequeno a longo prazo;
- Evite dar suco de frutas para crianças antes de um ano de idade, ofereça a própria fruta.
- Nomeie um Pediatra de confiança, OUÇA o que o ele fala, SIGA o que ele diz e sinta-se à vontade pra tirar as dúvidas. Alguém que estudou no mínimo 8 anos na maioria das vezes sabe do que tá falando. Há exceções, claro.
Jairo Kono de Oliveira
Médico Pediatra e Alergista

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Interações

"A interação com outras crianças ― à medida que o grupo de crianças interage, são construídas as culturas infantis. As crianças aprendem coisas que lhes são muito significativas na interação com os seus companheiros de infância. O brincar com outras crianças, portanto, “garante a produção, conservação e recriação do repertório lúdico infantil” (KISHIMOTO, 2010, p.03) É importante oportunizar momentos de interações entre os diferentes grupos etários, entendendo que o agrupamento por idades é artificial e só acontece na escola. É importante, ainda, intercalar momentos em que a criança possa brincar sozinha e em grupo.
A interação entre criança e o espaço físico ― O espaço físico é sempre revelador de concepções que a instituição assume para cuidar e educar a criança pequena. Nesse sentido, a existência ou ausência de determinados espaços e a forma como estão organizados poderá “facilitar ou dificultar a realização das brincadeiras e das interações entre as crianças e adultos” (KISHIMOTO, 2010, p. 03)."
Acreditamos muito nessas interações e hoje o dia foi pensado nelas...
















segunda-feira, 19 de março de 2018

CARTA A COMUNIDADE

CARTA A COMUNIDADE

A equipe de trabalhadores do CEI Maria da Gloria Freire Lemos, comunica aos pais , mães e comunidade em geral que continuará paralisada conforme deliberado em assembleia na tarde do dia 15/03/2018 em frente a Câmara Municipal.
Desta forma, hoje não haverá atendimento e a equipe segue em greve.
Orientamos que todos acompanhem pelas mídias e pela imprensa o movimento de greve. Quando for encerrada em assembleia retomaremos nossas atividades no dia seguinte.
 A equipe do CEI  do CEI Maria da Gloria agradece a todas as mensagens de apoio de vocês.


Equipe CEI Maria da Gloria